Sugestões
Fátima, altar do mundo
O Santuário de Fátima é uma das maiores referências do culto mariano, a que acorrem peregrinos de todo o mundo.
O local onde está o Santuário de Fátima, a Cova da Iria, era até 1917 um lugar desconhecido do concelho de Ourém, na freguesia de Fátima. Nesse ano, um acontecimento religioso veio mudar para sempre a sua história e importância, quando três crianças pastoras, Jacinta, o seu irmão Francisco e a sua prima Lúcia, testemunharam sucessivas aparições de Nossa Senhora do Rosário. Encarado inicialmente com relutância pela Igreja mas acarinhado pelo povo, o fenómeno só em 1930 seria reconhecido pelo bispo de Leiria. A partir de então o desenvolvimento da localidade foi notório, levando a que Fátima fosse elevada a vila, em 1977, e a cidade, em 1997.
A fama mundial do Santuário acentuou-se durante o papado de João Paulo II, assumido devoto de Nossa Senhora de Fátima que em 1982 aí se deslocou em agradecimento por ter sobrevivido a um atentado um ano antes. Em 2000, na sua terceira visita ao local, anunciou a beatificação de Jacinta e Francisco, a quem o Vaticano atribuiu o milagre de uma cura.
13 de maio foi a data da primeira aparição, seguida de outras no mesmo dia dos meses seguintes até outubro, e marca também as principais celebrações de Fátima. Um dos momentos mais importantes é a Procissão das Velas, na noite de 12 de maio, em que os milhares de velas dos fiéis que enchem a grandiosa praça do Santuário concedem a este lugar um ambiente mágico, de comunhão e devoção religiosa. Tão impressionante quanto a Procissão do Adeus no dia 13.
Mas todos os meses, especialmente nos dias 12 e 13, milhares de peregrinos acorrem a Fátima guiados pela sua fé. Partindo de diversos pontos do país, muitos deles fazem esse percurso a pé, seguindo por estradas e caminhos rurais. Para facilitar as deslocações foi identificado um conjunto de quatro Caminhos de Fátima que foram sinalizados no terreno – Caminho do Tejo, Caminho do Norte, Caminho da Nazaré e Caminho do Mar – e podem facilmente ser seguidos, mesmo por quem conhece mal a região.
Mesmo quem não é crente não fica indiferente quando está no Santuário, pela sua grandiosidade, pela espiritualidade que se sente e pelo simbolismo.
Ao entrar no Recinto das Orações, vê-se num dos extremos a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima com a sua alta torre de 65 metros. Ao centro, o Monumento ao Sagrado Coração de Jesus e, num dos lados, fica a Capela das Aparições, precisamente onde Nossa Senhora pediu aos pastorinhos que construíssem uma capela.
No extremo oposto, foi inaugurada em 2007 a Igreja da Santíssima Trindade - Basílica Menor, uma moderna obra de arquitetura com 125 metros de diâmetro, sem apoios intermédios, e com capacidade para receber cerca de 8700 pessoas. O projeto é da autoria do arquiteto grego Alexandros Tomazis, com intervenções de outros artistas como os portugueses Álvaro Siza Vieira e Pedro Calapez. No exterior, vemos uma Cruz Alta em bronze, da autoria do alemão Robert Schad.
Em 2017, comemorou-se o centenário das aparições. Nos dias 12 e 13 de Maio, as habituais celebrações religiosas contaram com a presença de Sua Santidade o Papa Francisco.
Na localidade, para além do Santuário, pode ainda visitar-se o Museu de Arte Sacra e Etnologia, o Museu de Cera, o Museu Fátima 1917 e o Presépio e Aldeia de Belém Animados.
A cerca de 2 km, fica Aljustrel, onde os pastorinhos viveram. Para reconstituir a história há ainda que ir à Loca do Anjo e a Valinhos, outros locais relacionados com as aparições.
Para conhecer a região, sugerimos um itinerário que passe por Leiria, pela costa entre as praias de São Pedro de Moel e da Nazaré e por dois monumentos classificados Património da Humanidade, o Mosteiro da Batalha e o Mosteiro de Alcobaça.
Surfing
Com mais de 850 quilómetros, a costa portuguesa é uma praia gigantesca para o surfing. Não há outra costa no mundo que possa oferecer um tão grande número de spots a uma tão curta distância e por isso costumamos dizer que em Portugal as ondas estão sempre garantidas.
Condimentadas com vento a soprar de feição e muito sol ao longo do ano inteiro, estas ondas perfeitas, por vezes mesmo mágicas, proporcionam uma experiência única aos praticantes de diversos desportos. Surf, bodyboard, windsurf, kitesurf ou paddle surf, são muitas as modalidades para desfrutar da ondulação atlântica que leva os níveis de adrenalina para lá do imaginável.
Das ondas gigantes da Praia do Norte na Nazaré procuradas pelos mais destemidos à constância das ondas perfeitas de Carcavelos, Ericeira ou Peniche, são muitos os lugares de eleição para os surfistas. E não se ficam pelas vizinhanças de Lisboa. A variedade é enorme, tanto mais a norte na Figueira da Foz, Espinho e Viana do Castelo, ou a sul na costa alentejana e na zona de Sagres, e até mesmo nos Açores e Madeira.
Já os praticantes de bodyboard têm na Praia Grande, em Sintra, uma referência obrigatória. Este local faz parte de todos os roteiros e recebe anualmente uma prova do campeonato mundial da modalidade, mas o litoral norte ou a costa ocidental do Algarve também têm vindo a crescer nas preferências dos praticantes. 
O Guincho é a “meca” nacional para o windsurf e já recebeu os melhores "windsurfers" mundiais. O vento e as ondas garantem espetáculo a quem vê e prazer a quem está dentro de água. Mas também o kitesurf granjeia aqui cada vez mais adeptos, que frequentam igualmente outras praias: em Carcavelos, na Costa da Caparica ou mais a norte nas zonas de Aveiro ou Viana do Castelo.
Mas há muitas outras atividades para aproveitar as condições oferecidas pelo oceano e pelos rios e lagos. Desde o paddle surf em mar aberto ou nas águas mais tranquilas de baías protegidas ou lagoas, ao esqui aquático e ao parasailing, é grande o leque de possibilidades para nos divertirmos e desfrutarmos de emoções fortes. Mais difícil poderá ser a escolha…
Passeio por Viseu
- percorrer a pé as ruas antigas e sentir a atmosfera do centro histórico
- fazer um passeio no comboio turístico
- visitar a Sé e admirar os tetos da abóbada e da sacristia
- provar e comprar vinho do Dão
- atravessar a cidade no funicular
Cidade antiga, cinzenta da pedra mas ao mesmo tempo verde, acolhedora e animada, Viseu foi considerada a melhor de Portugal no ranking da qualidade de vida.
Para conhecê-la nada como começar pelo centro histórico preservado. Do Rossio partem diversas ruas estreitas de traçado medieval, onde se encontram muitas lojas de comércio tradicional. Vale a pena percorrê-las e descobrir a Rua Direita, ou a Rua Escura com casas do século XVI onde subsistem gárgulas e janelas góticas, e ainda as Quatro Esquinas onde se erguia uma das portas da muralha.
O Adro da Sé é o ponto principal de qualquer visita. Aqui predomina o granito num conjunto imponente formado pelo Paço dos Três Escalões, que alberga o Museu Grão Vasco, a Catedral, a varanda dos Cónegos e a Torre de Menagem; em frente, a Igreja da Misericórdia, igualmente majestosa, mas com uma fachada rocaille, introduz uma nota alegre à sobriedade do espaço. Decerto que esta praça exige algum tempo, mas destacamos na Sé a abóbada ornamentada com cordas e nós em pedra em estilo manuelino, e as preciosidades guardadas no Museu do Tesouro, bem como as obras de Vasco Fernandes (Grão Vasco) pintor português do século XV, no Museu que lhe é dedicado.
Viseu possui diversos espaços verdes, ideais para passeios relaxantes. Sugerimos alguns: o Parque do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro ou a Cava de Viriato, que terá sido um acampamento militar romano do século I/II a. C. e onde uma estátua lembra este herói lusitano que resistiu à invasão com bravura.
Toda esta zona se integra na região vinícola demarcada do Dão que produz bons vinhos tintos e brancos. Podemos prová-los no Solar do Dão, sede da Comissão Vitivinícola Regional, nas quintas onde se produzem, ou à mesa a acompanhar a excelente gastronomia regional em que se destaca a vitela assada à moda de Lafões.
Observação de Cetáceos nos Açores
- nadar com golfinhos
- levar a máquina fotográfica
Em pleno Oceano Atlântico, os Açores são um arquipélago de nove ilhas de natureza em estado puro e um dos maiores santuários de baleias do mundo.
Entre espécies residentes e migratórias, comuns ou raras, avistam-se mais de 24 tipos diferentes de cetáceos nas suas águas. Para além das comunidades residentes como os golfinhos comuns e roazes, com os quais é possível nadar, há baleias que utilizam os Açores como rota de migração. Os golfinhos pintados, cachalotes, baleias sardinheira e de barba são mais frequentes no Verão. A baleia azul pode ser avistada com facilidade nos finais do Inverno. Uma coisa é garantida: seja qual for a estação do ano, há sempre descobertas a fazer.
Os Açores são um ecossistema de características únicas e com águas ricas em peixe, pelo que não é de estranhar que no passado a pesca à baleia fosse uma atividade importante em muitas das ilhas. Hoje, a tradição baleeira foi convertida numa atividade turística muito apreciada, existindo por isso vários pontos de partida, espalhados por várias ilhas, que servem de base para quem queira contactar com os encantadores mamíferos, dando um novo significado a um grito antigo: “Baleia à vista!”.
Na Ilha de S. Miguel, especialmente em Ponta Delgada e Vila Franca do Campo, existem diversos operadores especializados na observação de cetáceos durante todos os meses do ano. No canal entre as ilhas de S. Miguel e Santa Maria, nos meses de Primavera, é frequente o avistamento de baleias-azuis, o maior animal à face da terra, com cerca de 30 metros e até 150 toneladas.
Na ilha Terceira – quer em Angra do Heroísmo, quer na Praia da Vitória – a oferta para observação de cetáceos é variada, destacando-se as unidades turísticas que disponibilizam programas que conjugam alojamento com atividades de mar. Entre as múltiplas espécies, cujas rotas de migração as tornam avistáveis a partir da ilha, assinalam-se as imponentes baleias azuis que passam na Primavera e no Outono, entre as ilhas Terceira e S. Jorge.
A Ilha do Faial, que forma o chamado Triângulo com as ilhas de S. Jorge e Pico, tem na cidade da Horta um dos principais e mais dinâmicos centros de observação e estudo de cetáceos do arquipélago. Vários dos operadores de observação de cetáceos presentes na Horta têm como guias cientistas e técnicos ligados à Universidade dos Açores, instituição que ali tem os seus principais centros de estudos e investigação, conduzindo com outras universidades internacionais vários programas de estudo das populações, migrações e rotas dos grandes animais marinhos.
O Pico é a ilha onde a tradição baleeira nos Açores se encontra mais enraizada, com operadores na Madalena, nas Lajes e em Santo Amaro. Podemos conhecer a história nos vários museus e centros etnográfico onde se perpetuam as artes tradicionais desta atividade, com destaque para o Museu dos Baleeiros e para o Centro de Artes e Ciências do Mar - SIBIL, nas Lajes, assim como o Museu da Indústria Baleeira, em Santo Amaro.
A saída para o mar, para todos aqueles que desejam participar nesta aventura, é devidamente preparada em terra pelo skipper, através de uma explicação aos visitantes sobre as várias espécies que poderão avistar, a forma como irá decorrer a viagem e os cuidados e precauções que devem ser tomados para não interferir com a vida marinha.
Não devemos desanimar quando o mar não permitir efetuar o passeio de observação dos cetáceos. Em terra existem vários museus e centros de interpretação, principalmente nas ilhas do Pico e do Faial, que servem de interessante e cativante guarida. Outra hipótese é visitar as vigias da baleia espalhadas em pontos estratégicos das várias ilhas com panorâmicas surpreendentes.
Na observação de cetáceos há momentos que só acontecem uma vez na vida, por isso não podemos esquecer a máquina fotográfica e registar aquele encontro único… acredite, a experiência é fantástica e toda a família vai adorar!
Guimarães
- conhecer o Parque da Cidade
- nos arredores da cidade, passear nos diversos percursos assinalados e visitar a Citânia de Briteiros
Conhecida como a cidade-berço de Portugal, Guimarães tem um novo motivo para ser visitada. É Capital Verde Europeia 2026, um reconhecimento do caminho que a cidade tem vindo a fazer rumo a um futuro mais sustentável.
Entre o centro histórico classificado pela UNESCO, o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança, Guimarães combina o encanto do passado com a inovação do presente. A cidade ainda hoje possui um conjunto patrimonial harmonioso e preservado que se mostra em graciosas varandas de ferro, balcões e alpendres de granito, casas senhoriais, arcos que ligam ruas estreitas, lajes do chão alisadas pelo tempo, torres e claustros. Por momentos imaginamo-nos num cenário medieval, onde a nobreza foi construindo as suas moradias como a casa Mota Prego, o Palácio de Vila Flor, do Toural e tantos outros que dão a Guimarães uma atmosfera única.
Comece a visita no coração da cidade baixa, o largo da Oliveira, onde se ergue o Padrão do Salado e a Igreja e Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, que alberga o valioso Museu Alberto Sampaio. Passando os Paços Municipais, coroados de ameias, a Praça de Santiago acolhia os peregrinos que na Idade Média se dirigiam a Compostela, tal como hoje acolhe os residentes e turistas nos seus restaurantes e esplanadas. Na Rua de Santa Maria, que faz a ligação à cidade alta, ficam o Convento de Santa Clara, a Casa do Arco e outras casas nobres. Suba por essa rua, ou pela Av. Alberto Sampaio, acompanhando troços da antiga muralha que continua na cidade alta, entre o Paço dos Duques de Bragança, monumento do séc. XV onde é possível observar a influência da arquitetura senhorial francesa e o Castelo. Até lá, encontraremos o Monumento a D. Afonso Henriques, a românica Capela de S. Miguel e, finalmente, o Castelo, que remonta ao séc. X e está intimamente ligado à fundação de Portugal.

Castelo de Guimarães © Direcção Regional de Cultura do Norte
Para conhecer outra centralidade de Guimarães, é necessário ir até ao Largo do Toural, com o seu chafariz quinhentista. A Rua D. João I, que na Idade Média era a via de acesso ao Porto, ostenta casas antigas com balaustradas em madeira e fachadas seiscentistas. Contornando a Igreja do Convento de S. Domingos, já na Rua de Paio Galvão vamos encontrar o edifício neo-românico do Museu Arqueológico Martins Sarmento, que se estende para o claustro do Convento. Pouco mais à frente fica o edifício do antigo mercado municipal, onde funciona hoje a Plataforma das Artes e o Centro de Artes Internacional José de Guimarães, com uma retrospetiva da obra deste conceituado artista, natural da cidade.
Um pouco mais longe do centro vale a pena visitar o Palácio e Centro Cultural Vila Flor e os seus jardins suspensos com Casas de Fresco e decorações rocaille. Referência ainda para a Igreja barroca de Nossa Senhora da Conceição e dos Santos Passos no extremo do Largo da República do Brasil.
Para outra visão da cidade podemos subir de teleférico ao Monte da Penha para um dos mais belos panoramas do norte de Portugal, onde fica o concorrido Santuário de Nossa Senhora da Penha.
Pela via algarviana
No interior tranquilo e verdejante há um Algarve diferente que esconde aldeias tradicionais e paisagens espetaculares. O caminho para chegar a este mundo preservado? Nada mais fácil… é só seguir as setas!
Marcado no terreno com sinalética e painéis interpretativos, este percurso é conhecido como “Via Algarviana” e atravessa longitudinalmente a região. A via tem origem num antigo trilho religioso seguido pelos peregrinos que se dirigiam ao Promontório de Sagres onde foram encontradas as relíquias de São Vicente. Desde Alcoutim, junto ao rio Guadiana, até ao Cabo de São Vicente são cerca de 300 kms divididos em 14 setores, que têm início e fim em localidades com alojamento e restauração. Tudo pensado para podermos adaptar o trajeto ao ritmo de cada um, ou escolher apenas os troços que nos interessam. 
Photo: Monchique ©Via Algarviana
Este mergulho na natureza começa no cais de Alcoutim junto ao Rio Guadiana e atravessa a Serra do Caldeirão, zona de produção de cortiça e de aldeias típicas a não perder como Salir, Benafim e Alte. A meio, passando São Bartolomeu de Messines, o trilho segue ao longo da Ribeira do Arade, num troço de grande beleza. Silves é visita obrigatória, antes de rumar à Serra de Monchique, cujos panoramas deslumbrantes podem ser admirados a partir da Picota ou da Foia, os locais mais elevados do Algarve. Depois de zonas quase selvagens, o caminho cruza Marmelete, Bensafrim e Barão de São João e uma floresta de pinheiro-manso. Sente-se o cheiro a mar e a Via Algarviana chega ao fim no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o trecho de costa mais bem preservado da Europa.
Photo: Silves ©José Manuel
Ao longo do percurso podemos apreciar a beleza e o aroma da vegetação onde não falta alecrim, rosmaninho, funcho, tomilho, esteva, urze ou até as orquídeas, mais raras. Das árvores e arbustos e destacam-se o medronheiro, a figueira, a alfarrobeira, o sobreiro e a amendoeira que fornecem matéria-prima para doces e licores deliciosos. Rios e ribeiras garantem a frescura nos dias mais quentes e são o habitat das lontras, entre outras espécies de fauna. Neste território, em parte integrado na rede Natura 2000, também se encontram lebres, javalis ou raposas, mas mais difícil será avistar os poucos linces existentes. Quanto às aves, se o rouxinol-do-mato e o abelharuco se destacam pelas cores da plumagem, talvez seja preciso mais atenção e binóculos para observar a águia de Bonelli ou o Bufo-real, que procuram lugares bem altos. 
Photo: Via Algarviana ©Robert Monnier
Aqui, ainda se pratica a agricultura tradicional, subsistindo moinhos de vento, eiras e fornos comunitários. Nas casas caiadas de branco sobressaem chaminés rendilhadas de uma delicadeza notável. Populações simpáticas e acolhedoras mantêm vivas as tradições do mundo rural e transformam em iguarias aquilo que a terra lhes dá - aguardente de medronho, licores de poejo ou de amêndoa, mel, queijos ou enchidos são alguns dos produtos a provar e levar. Tal como as peças de artesanato, excelentes recordações que testemunham a habilidade destas gentes em cestaria, tecelagem, olaria e tantas outras artes. 
Photo: Via Algarviana ©Edgar Ribeiro
Para fazer o percurso devemo-nos equipar a rigor com roupa e calçado adequado, não esquecendo a bússola ou o GPS, e outros objetos práticos. E convém consultar o site da Via Algarviana para obter informações detalhadas. Depois é só por pernas ao caminho e dar início à jornada.
Trilhos nos Açores
Quer seja um amante de passeios calmos ou um viciado em adrenalina, os Açores dispõem de mais de 60 percursos pedestres com todas as condições para caminhar em segurança. Aventure-se e descubra paisagens únicas entre caminhos totalmente envoltos na Natureza.
Os trilhos dos Açores são uma rede de Percursos Pedestres Classificados pelo Governo Regional dos Açores, de forma a garantir a segurança e tranquilidade dos pedestrianistas. Segmentados por três níveis de dificuldade – fácil, médio e difícil – a rede de percursos pedestres adequa-se a vários níveis de idade e preparação física. Muitos dos trilhos classificados aproveitam caminhos de pé posto que os habitantes utilizaram ao longo dos séculos para deslocações do dia-a-dia, transporte de mercadorias ou trânsito de gado. Esta sabedoria dos antigos, no atalhar do território, é hoje aproveitada pelos turistas para conhecer diferentes ângulos e detalhes dos tesouros paisagísticos do arquipélago, pois estes ligam quase todos os recantos de cada uma das ilhas, tanto junto ao mar, como em altitude.
A temperatura amena do clima açoriano permite explorar a rede de trilhos em qualquer estação do ano. Tudo depende da experiência pretendida. Caminhar durante o inverno significa encontrar verdes mais luxuriantes, cascatas e ribeiras com maior caudal; andar na primavera e no verão, traz a invasão dos odores e colorido das flores. Já a famosa bruma açoriana, essa pode surgir em qualquer altura. E tão depressa chega, concedendo um aura mística aos contornos vislumbrados, como se levanta para abrir horizontes.
Devido a particularidades meteorológicas e condições do terreno, alguns trilhos poderão estar indisponíveis temporariamente, por isso antes de partir, devemos obter informação sobre os eventuais alertas e recomendações de segurança que possam existir.
Praticamente em todas as ilhas existem operadores turísticos certificados que asseguram programas para trilhos açorianos, incluindo transporte até ao local de início, serviços de guia e refeições, entre outros complementos. Alguns, para os troços em que é permitido, disponibilizam ainda passeios em bicicleta, moto 4, passeios a cavalo, expedição em GPS, entre outras alternativas.
É que embora os passeios pedestres sejam os mais comuns, os amantes das bicicletas encontram nas ilhas açorianas um manancial de trilhos e caminhos adequados a diferentes níveis de experiência e expectativa, seja na vertente mais radical do BTT ou no simples gosto de pedalar calmamente.
Também para os que gostam de equitação, encontram centros hípicos em quase todas as ilhas do arquipélago. Quer parta a galope ou faça apenas um sereno passeio a cavalo, a descoberta das paisagens naturais, dos recantos surpreendentes, do verde, das flores, dos ribeiros ou até das formações geológicas próprias desta ilhas são uma maneira inesquecível de descobrir os Açores.
Outra atividade que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos devido à topografia açoriana, é o Geocaching, havendo atualmente nos Açores mais de 400 “caches” registados no site mundial desta modalidade. Nesta atividade em que se recorre a coordenadas e aparelhos de GPS para encontrar “tesouros” escondidos, o contacto com o terreno circundante assume uma faceta mais aventureira; cabendo ao explorador conceber e decidir a melhor rota para chegar até junto da “cache”.
Seja qual for a forma e o trilho que optar por percorrer, nos Açores encontrará sempre a verdadeira natureza.
Um dia em Faro
- descobrir os vestígios muçulmanos em “vila-adentro”
- visitar a Sé e subir à torre sineira para uma perspetiva sobre a cidade e a ria
- descansar no Arco do Repouso, como fez D. Afonso III
- descontrair, caminhando no passeio ribeirinho
- deslumbrar-se com o pôr do sol nas Ilhas de Faro ou da Culatra
- subir ao Farol do Cabo de Santa Maria, o ponto mais a sul de Portugal continental e admirar a paisagem
- durante o verão, fazer um dia de praia na Ilha Deserta para usufruir de um espaço sem intervenção humana
Capital do Algarve desde 1756, Faro é também a porta de entrada para quem chega de avião e recebe-nos na sua sala de visitas, o Jardim Manuel Bívar, o lugar onde tudo acontece com vista para o porto de recreio, a Ria Formosa e o mar.
O Arco da Vila dá acesso à parte velha da cidade, conhecida como “vila adentro”. No seu interior encontra-se a Porta árabe do século XI, o arco em ferradura mais antigo do país, que era a entrada nas muralhas para quem chegava por mar. Daqui parte um emaranhado de ruas que vale a pena percorrer e descobrir os seus cantos e recantos. Muitos dos achados arqueológicos que testemunham a história da cidade estão no Museu Municipal instalado no Convento de Nossa Senhora da Assunção do século XVI.
No Largo da Sé dominado pelos edifícios do Paço episcopal, destaca-se a Catedral erguida em 1251, após a reconquista cristã, no local anteriormente ocupado pela mesquita. No seu interior, um dos mais notáveis conjuntos dos séculos XVII e XVIII do Algarve, uma época que está também bem representada na Igreja de São Francisco com belíssima talha dourada e azulejos. Perto, ficam as duas torres albarrãs que protegiam o Arco do Repouso, assim chamado, pois segundo reza a história foi aqui que descansou o Rei D. Afonso III durante a conquista de Faro.
Fora do perímetro das muralhas, há uma cidade diferente, renovada depois do terramoto de 1755 por uma nobreza e burguesia ricas, que se revê em casas abastadas e palácios ou no romântico Teatro Lethes. Destacam-se ainda a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Igreja de São Pedro, com decoração ao gosto barroco e rocócó.
A Rua de Santo António, pavimentada com calçada portuguesa é exclusiva para peões e o eixo da zona mais movimentada com muitas lojas e restaurantes. Foi aqui que no século XIX se estabeleceu uma influente comunidade de judeus, cuja presença se testemunha na Sinagoga e no Museu existentes no Cemitério Histórico Judaico.
De volta ao Jardim Manuel Bívar, nada como nos refrescarmos com uma bebida enquanto descansamos numa das esplanadas junto à ria. E se for horas da refeição há que procurar um restaurante para saborear as delícias gastronómicas, em que se destacam o peixe e marisco cozinhados na cataplana, um utensílio de cobre típico do Algarve, que se crê também ter origem árabe.
E já que estamos frente à Ria Formosa, não devemos perder a oportunidade de a conhecer melhor. Classificado como Parque Natural, este sistema lagunar possui uma vasta área de sapal, canais e ilhotas onde se podem observar diversas espécies de aves migratórias. No longo cordão de areia que separa a ria do mar encontram-se praias tranquilas como as ilhas de Faro, do Farol, da Culatra e Deserta. Do Cais da Porta Nova partem carreiras regulares e outros barcos que fazem passeios na ria, e nos levam a estes lugares onde relaxar é obrigatório.
Um passeio por Tavira
- apreciar a vista panorâmica da torre do castelo
- percorrer a pé as ruas antigas e descobrir restos da muralha islâmica
- visitar a Câmara Obscura (Torre de Tavira) no antigo depósito da água para ver todo o esplendor da cidade
- visitar algumas das 37 igrejas de Tavira
- experimentar as especialidades regionais como as saladas de polvo ou de atum e os folhados de Tavira
- saborear um gelado no Jardim do Coreto
- levar flor de sal extraída das salinas da região
- fazer uma caminhada à beira-mar no longo areal da Ilha de Tavira
- ser surpreendido pelo “cemitério” de âncoras na Praia do Barril
- conhecer as cascatas dos Moinhos da Rocha ou Pego do Inferno a 8 kms de Tavira
Das ruas junto ao Rio Gilão às muralhas do castelo de onde se tem a melhor vista sobre a cidade, Tavira seduz e faz-nos querer descobrir os seus recantos e desvendar os seus segredos.
Há um certo encanto oriental nesta cidade, nos seus telhados de “tesoura” ou de quatro águas, que se recortam no céu de uma forma peculiar e nas portas de reixa feitas de madeira entrelaçada que resguardam as casas deixando entrar o ar e o som, herança dos árabes que habitaram a região.
Tavira distribui-se pelas duas margens do rio, num intrincado de ruas estreitas e casas brancas que apetece percorrer sem pressas. O Jardim do Coreto é a zona mais animada, onde muitas pessoas se passeiam saboreando um gelado ou a frescura do ar, sobretudo à noite quando espetáculos ou outros eventos dão ainda mais vida a esta área. É aqui que se situa o Mercado da Ribeira, que depois de abandonar as suas funções originais é agora um espaço de animação e lazer.
A ponte mais antiga, que segundo se crê era de origem romana, é uma estrutura do século XVII com parapeitos murados de onde apreciamos uma bela vista sobre o casario. Não tanto como a que podemos contemplar subindo à Torre do castelo, sem dúvida o melhor miradouro da cidade, abrangendo os telhados ondulantes, as cúpulas das igrejas, o rio e as salinas, até à linha azul do mar que é o seu limite no horizonte.
Para além do panorama, o esforço da subida é compensado por tudo o que podemos admirar pelo caminho. Por exemplo, quando atravessamos a porta da muralha e somos surpreendidos pelo belo portal renascentista da Misericórdia, uma das 37 igrejas de Tavira. Também podemos visitar o Núcleo islâmico para saber mais sobre a história da cidade ou o Museu Municipal, instalado no Palácio da Galeria, o seu edifício mais notável. Um pouco mais acima, fica o castelo e a Igreja de Santa Maria, que ocupa o lugar da antiga mesquita maior; aqui descansa D. Paio Peres Correia e os sete cavaleiros da Ordem de Santiago dos trabalhos que tiveram para conquistar Tavira aos Mouros em 1242. Bem perto, a Igreja de Santiago, também ela foi erguida sobre uma antiga mesquita, a menor.
Do outro lado do rio, no morro fronteiro, há mais igrejas para visitar como a Ermida de São Brás de origem medieval, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, um dos mais sumptuosos templos do Algarve com exuberante decoração barroca, ou a Igreja de São Paulo, mais simples e austera.
Para compensar os gastos de energia em tantos passeios, nada como experimentar as especialidades gastronómicas, sobretudo o peixe fresco e o marisco, como o polvo cozinhado de diversas formas ou o arroz de lingueirão. O atum, em bifes ou estopeta também se destaca nas ementas, já que a sua pesca era uma das atividades mais tradicionais desta zona. Podemos conhecer melhor esta arte no Núcleo Museológico no Arraial Ferreira Neto, junto à foz do rio Gilão, erguido para albergar os pescadores e as suas famílias e hoje convertido em hotel.
Os encantos da cidade continuam até à Ria Formosa que alcançamos seguindo a estrada paralela ao Rio Gilão e ladeada por salinas brancas onde se avistam aves como o pernalonga, o flamingo ou o alfaiate. No seu final, em Quatro Águas, podemos apanhar o barco que a atravessa e nos leva à praia na língua de areia que separa a ria do mar. São 11 quilómetros de areal, que integra as praias da Ilha de Tavira, Terra Estreita, Barril e Homem Nu, e onde podemos descansar deste passeio bem recheado.
Saúde e Bem-Estar na Madeira
Descobrimos um ambiente de perfeita harmonia entre a natureza e o homem onde o provérbio "mente limpa, corpo são" faz todo o sentido.
A Madeira é muito mais do que uma ilha, é um lugar místico, de descoberta da natureza e de nós próprios. Tal como nós, feitos da dualidade corpo e alma, é feita de contrastes entre o Oceano profundo e as montanhas altas, o sol e a neve, o azul do mar e as cores exuberantes das flores. É nesta paisagem de contrastes, em perfeita harmonia, que encontramos o equilíbrio entre o corpo e a mente.
Desde há muito tempo procurada pelas suas qualidades terapêuticas para a cura de doenças essencialmente do foro respiratório, a Madeira continua a oferecer condições excecionais como destino de saúde.
Nesta ilha de águas calmas e límpidas e podemos tirar partido dos extratos de algas e plantas, do fresco aroma das flores, do ar 100% puro, aliado ao clima temperado, e renovar as energias.
A grande maioria dos estabelecimentos hoteleiros oferece um vasto leque de opções - piscinas naturais, saunas e centros de massagens. Alguns são mesmo "estâncias de saúde", complementando a oferta com serviços como talassoterapia, hidromassagem, banho turco, centros de estética, aliando a componente médica à estética.
Não devemos esquecer da ilha do Porto Santo que, para além da imensa praia de areia dourada, cujas propriedades minerais apresentam já reputação internacional pelas suas possibilidades terapêuticas ao nível do tratamento de doenças do foro reumático, disponibiliza também um Centro de Talassoterapia que presta serviços de saúde complementar nas vertentes preventiva e curativa.
Possuidora de elementos tão saudáveis quanto naturais, a Madeira oferece as condições essenciais para desfrutar de umas férias relaxantes ou revigorantes em qualquer altura do ano.



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