Sugestões
Rota Histórica das Linhas de Torres
Com mais de 200 anos de história, as Linhas de Torres Vedras representam a luta de Portugal pela soberania, no início do século XIX, quando ocorreram as Guerras Napoleónicas.
A região de Torres Vedras teve um papel preponderante nas linhas de defesa da cidade de Lisboa contra as tropas francesas de Napoleão, mandadas construir secretamente pelo 1º Duque de Wellington, em 1809, chefe das tropas inglesas de quem Portugal era aliado.
Ficaram conhecidas como um dos maiores sistemas de defesa efetiva na Europa, constituído por três linhas de torres, com um total de 152 redutos e 600 peças de artilharia. Podia ser defendido por cerca de 140 mil soldados.
O conjunto de fortificações ocupava os pontos mais estratégicos a norte de Lisboa, aproveitando as características topográficas da região ao longo de seis municípios: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Torres Vedras.
A 1ª linha abrangia uma extensão de 46 km entre Alhandra, nas margens do rio Tejo, e o oceano Atlântico, passando por Torres Vedras. A 2ª linha situava-se a 13 km mais a sul e a 3ª protegia o porto de São Julião da Barra, já na foz do rio, em Lisboa. Sabe-se da existência de uma 4ª linha localizada na península de Setúbal para evitar aproximações pelo sul, embora seja pouco conhecida.
A Rota das Linhas de Torres Vedras, com sede em Sobral de Monte Agraço, pode fazer-se de carro ou por pequenos percursos a pé ou de bicicleta que passam por vários pontos de interesse militar, religioso, natural, arqueológico e cultural, como os moinhos de vento que serviram de postos de vigia avançados. A informação sobre os percursos encontra-se disponível www.rhlt.pt.
Nota histórica
Relembrando um pouco da história das Linhas de Torres, recuamos a 1809, quando o Príncipe Regente D. João VI e a corte portuguesa se tinham refugiado no Brasil e a nação vivia sob a possibilidade de uma terceira ocupação francesa. Antes, tendo Portugal desobedecido à ordem de Napoleão em bloquear os portos marítimos aos barcos ingleses, o general francês Junot tinha ocupado Lisboa, no final de 1807, e o general Soult a cidade do Porto. Ambos foram expulsos do território pelo exército luso-britânico sob o comando de Sir Arthur Wellesley, o 1º Duque de Wellington, e o marechal Beresford, ao abrigo da aliança entre os dois países.
O melhor do Algarve
O Clima - com mais de 3000 horas de sol por ano e uma fraca precipitação média anual, o Algarve possui um clima ameno ao longo de todo o ano, que é sem dúvida um grande fator de atração para os visitantes, tanto no verão para uns dias de praia como no inverno para descansar ou praticar as mais diversas atividades.
O mar em todos os tons de azul, quase sempre calmo e cálido, e as Praias de areia branca e fina são a imagem de marca da região. Dos areais a perder de vista, limitados por falésias douradas às pequenas baías aninhadas entre rochas, são muitos os cenários deslumbrantes para umas férias inesquecíveis. São cerca de 200 kms de costa que oferecem condições excecionais para a prática de todo o tipo de desportos náuticos, como a vela, o surf ou o windsurf, e para passear de barco com a garantia de encontrar ótimas infraestruturas de apoio nas modernas marinas espalhadas de um extremo ao outro do Algarve.
O Golfe que lhe tem rendido muitos prémios e distinções internacionais, tendo mesmo sido considerado mais do que uma vez o melhor destino de Golfe do mundo. O Algarve possui cerca de quarenta campos com excelentes condições tanto para os jogadores mais experientes como para aqueles que se estão a iniciar na prática da modalidade. 
A Natureza que se apresenta no seu melhor nas três áreas protegidas: a Costa Vicentina que é o trecho de costa mais bem preservado da Europa, a Ria Formosa, um labirinto de canais separados do mar por um cordão de areia, e o Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António riquíssimo em fauna e flora. Mas há ainda a serra, que se pode descobrir de bicicleta ou a pé seguindo os trilhos da Via Algarviana, que pelo interior, liga o extremo leste da região, à sua ponta oeste, terminando junto à Rota Vicentina, outro conjunto de percursos a não perder para quem gosta de caminhar. Já os que procuram mais adrenalina podem praticar atividades como o parasailing, o mergulho, a asa delta ou o rappel.
O Património com muitos tesouros para descobrir. Por exemplo em Silves, outrora capital do reino árabe, em Sagres e Lagos, muito importantes nos Descobrimentos do século XV, em Tavira, uma montra da arquitetura tradicional ou no centro histórico de Faro onde se destaca a belíssima catedral. 
A Animação que está ao rubro todos os verões nos muitos bares e discotecas sobretudo nas zonas mais cosmopolitas como Albufeira, Portimão e Vilamoura. E ao longo de todo o ano são vários os eventos que trazem cor e alegria à região, como o Carnaval, os festivais de música ou de gastronomia, as recriações históricas e as feiras e festas tradicionais e que se realizam um pouco por todo o lado.
A Gastronomia em que se destacam naturalmente os peixes frescos e mariscos, grelhados ou em cataplanas. Mas também há pratos de carne mais usuais no interior algarvio, e os doces de amêndoa e figo como os morgados ou os Dom Rodrigos, que podem ser acompanhados na perfeição pelo licor de amêndoa amarga ou pela aguardente de medronho.
Os Resorts e Spas onde se pode usufruir de um relax absoluto e de curas de saúde e bem-estar que também estão disponíveis nos centros de talassoterapia e nas Termas de Monchique. Mas o descanso está ao alcance de todos numa variedade de aldeamentos e hotéis, dos mais simples aos mais sofisticados que têm em comum um prazer genuíno de bem receber.
A cortiça
Mais ecológico não há. Natural e macia, mantém a temperatura, seja fresca, seja quente, e é usada para tornar qualquer ambiente mais confortável e acolhedor. A cortiça é um dos produtos naturais mais caraterísticos de Portugal e está presente em todo o nosso dia-a-dia.
As rolhas das garrafas de vinho são o objeto mais conhecido, mas existem muitos outros artigos caraterísticos: acessórios de moda, roupa e sapatos, mobiliário e revestimentos de chão ou parede, subpavimentos ou de interiores de veículos automóveis, adornos para a casa, e tantas coisas mais.
A invenção recente do tecido de cortiça revolucionou a indústria e destacou as suas propriedades tão apreciadas: é resistente, versátil, reciclável, hipoalergénico e tem qualidades térmicas e acústicas. Melhor que isso, só mesmo ter um processo de transformação muito simples para poder ser trabalhado. 
Para além dos objetos para uso diário, a cortiça faz parte da história de Portugal e pode ser encontrada em inúmeros monumentos e pontos de interesse. No Convento de Cristo, em Tomar, Património Mundial, a janela da Sala do Capítulo é um dos pontos a não perder, pelo símbolo que é e a ligação que tem à história dos Descobrimentos. Entre os elementos esculpidos na pedra encontramos troncos de sobreiro, que evocam o seu uso nas caravelas dos navegadores portugueses.
Também os monges sabiam bem como a cortiça podia tornar o ambiente mais confortável: exemplos disso são o Convento dos Capuchos, em Sintra, o Convento de Santa Cruz do Buçaco e o Convento da Serra da Arrábida, onde celas e algumas salas comuns são forradas a cortiça.
Os presépios do sec. XVIII, da autoria do escultor Machado de Castro, com figuras de terracota em cenários de cortiça são uma referência na história das artes decorativas portuguesas. Há um deles fácil de visitar, na Basílica da Estrela, em Lisboa.
Já em Sintra, o Chalet da Condessa d’Edla foi construído e decorado de acordo com o espírito romântico do séc. XIX. Nas ombreiras das portas, janelas e óculos, a cortiça é um dos elementos decorativos em maior evidência.
No Algarve, em São Brás de Alportel, a indústria da cortiça teve grande importância para o desenvolvimento da localidade; a história do material em Portugal desvenda-se também nos museus locais, etnográficos como o Museu José Régio, em Portalegre, ou ligados à arqueologia industrial como Ecomuseu do Seixal.
Equipamentos modernos como o Planet Cork, no World of Wine, no Porto, traçam a história do material e das suas aplicações no nosso país.
Portugal é o maior produtor de cortiça no mundo, o país é responsável por mais de 60% do volume de todas as exportações, e tem uma área de sobreiro equivalente a um quarto da que existe na Terra. Um produto natural tão versátil, até permite produzir coisas para lá da imaginação.
Um vestido para Lady Gaga
Foi com tecido em cortiça, da Pelcor, que a designer Teresa Martins trabalhou num visual completo, criado só para Lady Gaga. A inspirar-se na arte da premiada cantora e atriz, e também no olhar do simbolista Gustav Klimt sobre o corpo feminino, Teresa Martins criou um vestido em cortiça folheada a ouro e prata, bordado à mão com missangas e fios metálicos, a recriar as texturas e composições caraterísticas dos quadros do notável pintor. O vestido, que simboliza a fusão entre moda e artes audiovisuais, demorou dois anos a ser produzido, e foi oferecido a Lady Gaga, que o usou numa ArtRave em Lisboa, logo a seguir ao seu último concerto em solo luso, em novembro de 2014 – a criação ainda hoje consta das redes sociais da multifacetada artista.
Retratos de cortiça
Depois de terminada uma garrafa de vinho, a rolha de cortiça pode parecer inútil, mas há artistas que lhes dão uma nova roupagem e as utilizam para criar obras impressionantes. Scott Gundersen é um artista norte-americano, de Chicago, que utiliza rolhas de cortiça no seu trabalho. O primeiro rosto que criou foi o de Jeanne em 2009, com 3842 rolhas, e em 2010, foi o de uma amiga, Grace. Esta obra gigantesca ocupou 50 horas a Scott, que necessitou de 9217 rolhas. Seguiram-se outras obras de grande dimensão, algumas em que foram usadas cerca de 40 mil rolhas. Esta é também a forma de este autor promover a importância da reciclagem e da arte sustentável.
A cortiça lá fora, no Espaço
A empresa portuguesa Corticeira Amorim é um dos principais parceiros no fornecimento de soluções de isolamento para a NASA e para a Agência Espacial Europeia (ESA). A cortiça já é usada há décadas para este fim; houve até isolamento de cortiça na viagem da Apollo XI, a primeira a pisar a Lua. Os diversos braços da Amorim estão presentes ao redor do globo, contando até com escritórios nos EUA, América Latina, Europa de Leste e Sudeste Asiático. Já em 2022, reproduziram com o material 600 metros quadrados da superfície de Marte, um pavimento usado em ações de marketing para todo o mundo, protagonizado pelo ex-astronauta Scott Kelly.
Ondas sustentáveis
Noutro campo, o surfista havaiano Garrett McNamara, que já surfou as maiores ondas do mundo, tem uma prancha totalmente feita em cortiça portuguesa, criada em 2014. Foi um trabalho conjunto, em que dezenas de profissionais de design, investigação, aerodinâmica e desenvolvimento de materiais, além do próprio McNamara, colaboraram na criação da prancha ideal para aguentar e surfar as ondas gigantes do canhão da Nazaré.
Já sabe, ao viajar pelo país, sobretudo pelo Alentejo, é olhar para o sobreiro e ver que é uma das árvores mais comuns na paisagem. É um Portugal – e um mundo – de cortiça, e todos vivemos nele.
Arte Urbana em Portugal
Dá para se ser frequentemente surpreendido em Portugal por desenhos nas ruas, em painéis, fachadas e grandes muros. São verdadeiras galerias a céu aberto, onde artistas notáveis, a partir de técnicas e de mensagens diversas, deixaram marca na história de cada um desses lugares.
A arte urbana é já uma atração com bastante reconhecimento, pela qualidade das obras que se podem encontrar. Embora nascida do que antes era visto como transgressão, é uma expressão artística que tem suscitado o interesse de entidades públicas e privadas.
Muitos artistas têm sido convidados a intervir em espaços públicos e em prédios devolutos, dando-lhes uma nova imagem e tornando-os mais apelativos. Há localidades em que estas criações já são bandeira, como é o caso de Lisboa e de outros grandes centros urbanos, como o Porto e Setúbal. Notavelmente, a arte urbana tornou-se protagonista das próprias cidades, através da popularidade de quem a faz e também do âmbito em que as próprias obras são criadas.
Em Lisboa, é tão apreciada que a própria câmara municipal a promove com iniciativas legais, através da Galeria de Arte Urbana (GAU). Pela cidade há obras que ilustram fachadas de prédios em bairros como a Graça, Marvila e Chelas; muitos desses murais foram pintados durante festivais que partilham da temática. Autores tão consagrados como Vhils e Bordallo II já adornaram as paredes da cidade. O primeiro, que produziu o videoclipe Raised by Wolves dos U2, já foi mencionado pela Forbes como um dos artistas mais bem-sucedidos abaixo dos 30 anos; já Bordallo II viu uma das suas intervenções, na Covilhã, ser destacada pela Street Art News, enquanto uma das 25 obras de arte urbana mais populares do mundo. A conhecida Owl Eyes foi criada a propósito do festival Wool dedicado à arte urbana.
No Porto, o Programa de Arte Urbana, criado pela câmara municipal, promove estas intervenções que já ascendem a mais de uma centena e contam com talentos locais como Mr. Dheo e Hazul. Em Setúbal, grandes estruturas da cidade já receberam também este tratamento, como a Avenida Belo Horizonte e o Largo José Afonso, este último pela mão do reconhecido Odeith, cujo trabalho já foi incluído num especial sobre os melhores trabalhos pelo movimento internacional I Support Street Art.

Foto: "O Rapaz dos Pássaros", Odeith. ©️Miguel Valle de Figueiredo/Rebobina
Veja-se ainda o caso do Funchal, na Ilha da Madeira, com a iniciativa Arte de Portas Abertas, que fez da Rua de Santa Maria uma galeria ao ar livre para admirar. Já no arquipélago dos Açores, destaca-se o reconhecido festival Walk & Talk que todos os anos leva a Ponta Delgada um grande programa cultural.
De norte a sul, destacam-se ainda muitos trabalhos de Costah, Os Gêmeos, C215, Miguel Januário, Hugo Makarov, Mário Belém, Nuno Saraiva, Pedro Soares Neves, UAT, Vanessa Teodoro, Add Fuel e Gonçalo MAR, entre outros; a maioria de fácil acesso, integrada nos circuitos turísticos.
Como já deu para ver, arte urbana é já estandarte das principais cidades do país, sobretudo durante os meses de Verão, em que se realizam os festivais. É uma boa altura para conhecer os espaços de forma descontraída e deixar-se surpreender; e quem sabe, participar e deixar um testemunho para a história? Há um mundo artístico alternativo por descobrir em Portugal, basta olhar em redor.
O Cante Alentejano
É património cultural de Portugal uma expressão musical genuína e única no mundo: o Cante Alentejano, que foi reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2014.
Cantado em coro e sem recurso a instrumentos musicais, por grupos de homens e mulheres, o Cante Alentejano é uma manifestação popular característica dos vários concelhos do distrito de Beja, Baixo Alentejo. Foi o Município de Serpa que tomou a iniciativa da inscrição no Património Mundial, em conjunto com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
O cante é mantido pelos grupos corais, alguns deles já centenários, e sempre se deu em contextos informais, fosse a trabalhar no campo ou em festa. As letras falam de sentimentos e de momentos do dia-a-dia. Não é específico de nenhum estrato social, mas é geralmente associado às classes rurais, nessa região em que a industrialização agrícola e a extração mineira se desenvolveram a partir de finais do século XIX. O primeiro grupo coral surgiu em 1926, associado aos trabalhadores das Minas de São Domingos; seguiu-se um segundo grupo em Serpa, em 1927.
Pode-se consultar nos postos de turismo locais se algum espetáculo está previsto, mas o cante surge espontaneamente em qualquer taberna ou associação recreativa, a qualquer dia numa descontração pós-trabalho. É possível também visitar o Museu do Cante, inaugurado em Serpa no verão de 2021.
Abaixo, o vídeo produzido pelo realizador luso-brasileiro Sérgio Tréfaut em 2014, para apoiar a candidatura do Cante à UNESCO.
Tradições de Natal em Portugal
Mantenha o espírito e veja como pode ter Portugal em sua casa neste Natal.
A rotina pode começar a ficar cansativa, já perto do fim do calendário, mas... estamos no Natal! As ruas iluminam-se, decoram-se as casas, onde passamos mais tempo do que habitualmente e há que manter o ambiente acolhedor para passar os dias frios deste inverno.
Sinta a presença de Portugal no seu Natal. Experimente as receitas de Bolo-Rei, das Broas Castelares ou do Bacalhau com Todos. Ponha a mesa com uma toalha de bordado Madeira e faiança portuguesa para servir os pratos principais. Também pode oferecer prendas diferentes como peças de cortiça, de barro ou com design português. Veja como pode oferecer e ter Portugal em sua casa. 
Seguindo a tradição, as famílias portuguesas reúnem-se no dia 24 de Dezembro para jantar e à mesa servem-se pratos de bacalhau, embora o peru assado e outros pratos de carne, que eram habitualmente saboreados nos dias seguintes, já comecem igualmente a integrar as ementas. Para sobremesa, não poderá faltar o Bolo-Rei, recheado com frutas cristalizadas ou com frutos secos, além de outros bolos característicos da época como as broas castelares e os tradicionais fritos como as filhoses, os sonhos e as rabanadas.
À meia-noite, celebra-se a Missa do Galo e nas igrejas, assim como em casa, há um lugar especial para o presépio, a recriação do estábulo onde nasceu Jesus que São Francisco de Assis idealizou, no séc. XIII, eque é bastante popular em Portugal.
As prendas de Natal trocam-se depois da meia-noite ou na manhã seguinte, consoante o hábito de cada família. Em tempos idos, antes de ser o Pai Natal a animar o natal português e a deixar as prendas na Árvore, era o Menino Jesus quem as entregava. Ao deitar, as crianças deixavam o sapatinho na chaminé e de manhã, ao acordar, iam ver qual a surpresa que lhes tinha deixado. Se se tivessem portado bem durante o ano, claro…
Em localidades como Bragança, Guarda, Castelo Branco e nalgumas aldeias, ainda se queima um madeiro durante a noite de 24 de dezembro, numa grande fogueira no adro da Igreja. Serve de ponto de encontro para reunir amigos e vizinhos e desejar um Feliz Natal a todos. 

Depois da passagem de ano, as festas terminam no Dia de Reis, a 6 de janeiro. Na rua ou em monumentos e igrejas, ouvem-se as “Janeiras”, cantos tradicionais que desejam votos de um Bom Ano.
Cultura Top 10
A cultura portuguesa está ligada à localização geográfica e percurso histórico do país. Portugal é a mais antiga nação da Europa e a sua abertura ao mar lançou-a nos Descobrimentos. O seu património cultural foi marcado por influências de África, América, Ásia e dos povos que aqui viveram antes da fundação, assim como o caráter afável e acolhedor dos portugueses.
Património Mundial
Portugal tem 17 sítios classificados como Património Mundial, que abrangem monumentos, centros históricos de cidades, paisagens e património imaterial. Nos “conteúdos relacionados”, abaixo, encontra informação sobre cada um deles.
De destacar que antes da classificação de Sintra não havia a categoria de Paisagem Cultural,criada pela Unesco para aplicar a uma Serra e um Parque Natural de natureza exuberante, salpicados de palácios e quintas recheados de história e cultura.

Azulejo
É uma presença constante na arquitetura portuguesa e em nenhum outro país reveste tantos exteriores e interiores de casas, igrejas, palácios, etc.. De origem muçulmana, começou a ser produzido em Portugal no fim do séc XV, mas atingiu maior produção no séc. XVIII, com o azulejo azul e branco.
No Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, ilustra-se a sua história, mas basta andar de comboio pelo país, visitar cidades ou andar no Metro da capital para apreciar belos exemplos desta arte decorativa tão característica de Portugal.
Estilo Manuelino
Quando em toda a Europa se construíam catedrais góticas, em Portugal introduziram-se na arquitetura e escultura elementos de inspiração marítima e símbolos do poder real, como a esfera-armilar, no que veio a ser conhecido como estilo manuelino. Assim designado por ter tido início no reinado de D. Manuel I (1495-1521), época magna dos Descobrimentos portugueses, este estilo tem como maiores exemplos o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, mas em todo o país se podem encontrar construções e decorações de sabor manuelino em igrejas, palácios, pelourinhos e até na arquitetura civil.
Barroco
O barroco é sinónimo de esplendor e ostentação vividos sobretudo no reinado de D. João V (1707-1750), quando o ouro e pedras preciosas vinham do Brasil e começou a exportação de vinho do Porto. Foi marcado por grandes obras, como o Convento de Mafra, o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa ou a Biblioteca da Universidade de Coimbra, mas está presente em todo o país, como nos templos forrados a talha dourada e azulejo. No norte destaca-se o nome de Nasoni, que assinou entre outros a Torre e Igreja dos Clérigos, no Porto, ou o Palácio de Mateus, em Vila Real, mas também o encontramos, por exemplo, na faustosa coleção do Museu dos Coches, em Lisboa.

Tavira ©Turismo do Algarve
Aldeias e Cidades
Portugal é conhecido pelo seu património e arquitetura. Além das cidades do Património Mundial, entre muitas outras distinguem-se Viana do Castelo, Braga, Caminha, Barcelos, Ponte de Lima ou Amarante, no norte, Viseu no Centro, assim como Santarém ou Setúbal, mais perto de Lisboa, Tavira e Silves no Algarve, ou Funchal e Ponta Delgada na Madeira e Açores, respetivamente.
Se o românico do norte evidencia que aí começou Portugal, também os Castelos de Fronteira ou as Aldeias Históricas do Centro de Portugal testemunham quase nove séculos de história. Tal como as Aldeias do Xisto ou as muitas aldeias e vilas muralhadas, de que Óbidos, Marvão e Monsaraz são apenas alguns exemplos. No Alentejo encontramos mármores e casas térreas, caiadas de branco. Como as do Algarve, coroadas de açoteia.
São muitos os arquitetos contemporâneos que elevam bem alto o nome de Portugal, mas basta referir os detentores do Prémio Pritzker: Álvaro Siza Vieira recebeu-o em 1992 e Eduardo Souto de Moura em 2011.
Espaços sagrados
De norte a sul de Portugal e ilhas, são muitos os espaços sagrados que merecem visita, mas culminam todos em Fátima, com o culto a Nossa Senhora. Entre tantos que se poderiam enumerar, refiram-se as Sés de todo o país, que remontam quase todas ao período da fundação de Portugal, mas acompanharam os movimentos artísticos posteriores. Excluindo os templos mais famosos e visitados, vale a pena destacar a expressão rural dos “Impérios” ligados às Festas do Espírito Santo nas ilhas dos Açores e ainda as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na ilha de S. Miguel.
Do tempo dos mouros restam-nos poucos vestígios do culto sagrado, mas a vila-museu de Mértola, no Alentejo, é uma exceção que merece visita.
Temos felizmente muitos vestígios doutra crença religiosa, o judaísmo, com marcas medievais um pouco por todo o país, como na antiga sinagoga de Tomar, e especialmente junto à fronteira com Espanha, nomeadamente em Belmonte, Guarda, Trancoso e Castelo de Vide.

©Museu do Fado
Fado
O Fado é Património Imaterial da Humanidade desde 2011. Esteve durante muitos anos ligado ao nome de Amália, mas hoje é tão grande a nova geração de fadistas, que Mariza, Gisela João, Camané, Carminho ou Ana Moura são apenas alguns dos nomes mais conhecidos internacionalmente.
Para o sentir em toda a profundidade, nada como ouvi-lo numa casa de fados, à luz da vela e da emoção das vozes e da guitarra portuguesa. O Museu do Fado, em Lisboa, também é um bom local para se familiarizar com esta música tão característica de Portugal.
Literatura
Portugal é conhecido como um país de poetas. A nossa poesia teve início ao mesmo tempo que a nação com a poesia trovadoresca, mas subiu a um patamar cimeiro da epopeia, no Renascimento, com a publicação dos Lusíadas, em que Luís de Camões (1524-1580) canta os feitos dos portugueses a propósito dos Descobrimentos. Já no início do séc. XX adquiriu contornos mais universalistas com a obra de Fernando Pessoa (1888-1935), o mais traduzido poeta português. Porém, foi a prosa de José Saramago (1922-2013) que conquistou um Prémio Nobel, em 1998.
Festa e Festivais
Portugal, sobretudo no verão, fervilha de festas tradicionias, como em Viana do Castelo, Tomar, Campo Maior, ou na Festa da Flor do Funchal, Madeira. Não esquecendo os Santos Populares, com ponto alto em Lisboa, a 13 de junho, e no Porto, a 24 de junho.
Também os festivais vão da música rock, ao jazz, étnica... enfim, há música para todos os estilos, sendo alguns realizados em locais tão atrativos quanto os artistas em cartaz. É o caso do Festival do Sudoeste, de Paredes de Coura, do Super Bock Super Rock e do Nos Alive.

Festas Santos Populares
Gastronomia
Portugal assiste hoje a uma autêntica exaltação de sabores, onde novos chefs combinam produtos e receitas tradicionais com cozinha contemporânea. Cinco ícones da nossa gastronomia têm lugar de destaque: o melhor peixe do mundo; a cataplana (símbolo vivo da cozinha mediterrânica); o vinho do porto (inimitável); o pastel de nata (“doce celestial”); os nossos chefs (fundem tradição com inovação e criatividade). O que anda a par dos princípios por que a Unesco recentemente reconheceu Portugal como detentor da Dieta Mediterrânica. Além do mais, porque gostamos de receber e conviver em volta da mesa, fazendo de cada refeição um momento de partilha.
Caminho Português de Santiago - Caminho Central
O mais percorrido Caminho Português de Santiago é o Caminho Central, que passa por Lisboa, Coimbra e o Porto. Está totalmente assinalado desde Lisboa com as inconfundíveis setas amarelas que marcam os Caminhos de Santiago e, por vezes, com uma vieira amarela sobre fundo azul, o símbolo oficial.
Mas em Portugal existem vários Caminhos de Santiago, sempre de sul para norte, já que Santiago de Compostela fica na Galiza, a 120 km da fronteira de Valença, ao norte de Portugal.
A sul de Lisboa o Caminho não está ainda sistematicamente assinalado, mas sabe-se que também era percorrido na Idade Média pelos peregrinos, nomeadamente desde o Cabo de S. Vicente até Santiago do Cacém, num troço que hoje é conhecido como o Caminho Histórico da Rota Vicentina. A Rota Vicentina faz parte da Grande Rota GR11/E9 que passa por Lisboa.
O Caminho Central passa pelas seguintes localidades (distâncias aproximadas):
DE LISBOA A SANTARÉM
1. Lisboa > Alhandra, 33km
Lisboa > Sacavém > Alpriate>Póvoa de Santa Iria > Alverca > Alhandra
2. Alhandra > Azambuja, 24km
Alhandra > Vila Franca de Xira > Carregado > Vila Nova da Rainha > Azambuja
3. Azambuja > Santarém, 32km
Azambuja > Aeródromo > Reguengo > Valada > Porto de Muge > Omnias > Santarém
DE SANTARÉM A TOMAR
4. Santarém > Golegã, 30,5 Km
Santarém > Vale Figueira > Pombalinho > Azinhaga (terra natal de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998) > Golegã
5. Golegã > Tomar, 22km
Golegã > S. Caetano (Quinta da Cardiga) > Vila Nova da Barquinha > Atalaia > Grou > Asseiceira > Santa Cita > Tomar
DE TOMAR A COIMBRA
6. Tomar > Alvaiázere, 32 km
Tomar > Ponte de Peniche > Casais > Soianda > Calvinos > Ponte de Ceras > Tojal > Cortiça > Feteiras > Alvaiázere
7. Alvaiázere > Rabaçal, 33km
Alvaiázere > Laranjeiras > Venda do Negro > Casal Soeiro > Ansião > Netos > Venda do Brasil > Santiago da Guarda > Alvorge > Ribeira Alcalamouque > Rabaçal
8. Rabaçal > Coimbra, 32km
Rabaçal > Zambujal > Fonte Coberta > Poço > Conímbriga > Orelhudo > Cernache >Palheira > Cruz de Marouços > Coimbra
DE COIMBRA AO PORTO
9. Coimbra > Mealhada, 23km
Coimbra > Adémia de Baixo > Trouxemil > Adões> Sargento Mor > Santa Luzia > Lendiosa > Mealhada
10. Mealhada > Águeda, 31km
Mealhada > Sernadelo > Alpalhão > Aguim > Anadia > Arcos > Avelãs de Caminho > Aguada de Baixo > Águeda
11. Águeda > Albergaria-a-Velha, 19,5km
Águeda > Mourisca do Vouga > Serém de Cima > Albergaria-a-Velha
12. Albergaria-a-Velha > Oliveira de Azeméis, 23km
Albergaria-a-Velha > Albergaria-a-Nova > Pinheiro da Bemposta > Bemposta > Oliveira de Azeméis
13. Oliveira de Azeméis > Grijó, 33,5 Km
Oliveira de Azeméis > Santiago de Riba-Ul > Cucujães > S. João da Madeira > Malaposta > Lourosa > Moselos > Grijó
14. Grijó > Porto 23,5km
Grijó > Perosinho > Vila Nova de Gaia > Porto
DO PORTO A VALENÇA
15. Porto > São Pedro de Rates, 37 km
Porto > Araújo > Maia > Vilar do Pinheiro > Mosteiró > Vilarinho > Ponte de Ave > São Miguel dos Arcos > São Pedro de Rates
16. São Pedro de Rates > Barcelos, 17km
São Pedro de Rates > Pedra Furada/Goios > Pereira > Barcelinhos > Barcelos
17. Barcelos > Ponte de Lima, 34km
Barcelos > Vila Boa > São Pedro de Fins/Tamel > Ponte das Táboas > Outeiro > Grajal > Reborido > Vitorino dos Piães > Anta > Pedrosa > Ponte da Senhora das Neves > Ponte de Lima
18. Ponte de Lima > Rubiães, 22Km
Ponte de Lima > Arcozelo > Ponte da Geira > Ponte do Arco > Alto da Portela/Labruja > São Roque > Rubiães
19. Rubiães > Valença, 17km
Rubiães > São Bento da Porta Aberta > Gontomil > Fontoura > Paços > Pedreira > Tuído > Arão > Valença
As melhores praias
Uma extensa costa, onde todas as praias têm areia branca e fina, um verão longo e muitas horas de sol distribuídas pelo ano inteiro fazem de Portugal um destino natural de férias.
Os comentários e as reportagens nos media internacionais que reconhecem a qualidade e a beleza das praias portuguesas são frequentes. E não é por acaso que temos 352 praias galardoadas com a Bandeira Azul da Europa e 214 consideradas Praia Acessível!
Sabemos que não é fácil escolher uma, porque a variedade é grande e a paisagem vai mudando ao longo da costa, mas aqui lembramos algumas das praias eleitas.
Porque não as vem conhecer in loco?
Porto Santo, Madeira
www.europeanbestdestinations.org
www.traveler.es
Considerada um dos segredos mais bem guardados da Europa, também foi uma das escolhidas pelos consumidores entre as mais bonitas. Com mar calmo, são 9 km de areia fina e dourada, ainda por cima, com qualidades terapêuticas. O ideal para descansar.
Praia dos Galapinhos, Parque Natural da Arrábida
www.europeanbestdestinations.com
A praia perfeita no meio da natureza intocada. Foi assim que viajantes de todo o mundo descreveram a Praia dos Galapinhos quando a escolheram como a melhor praia da Europa, em 2017. É uma das praias do Parque Natural da Serra da Arrábida, que inclui uma zona costeira de águas límpidas e pequenas baías que vale a pena explorar.
Praia da Comporta
www.elmundo.es
No extremo sul da Península de Troia e nos limites da Reserva Natural do Estuário do Sado, a Praia da Comporta é muito procurada pelos veraneantes pela facilidade de acesso. O sossego e a tranquilidade deste pedaço de costa são fortes motivos de atratividade para muito visitantes. 
Supertubos, Peniche
www.bloomberg.com
Considerada como uma das melhores praias de tubos da Europa, é um spot privilegiado para a realização de grandes eventos como o campeonato Rip Curl Pro Portugal.
Praia das Berlengas
www.europeanbestdestinations.com
Longe das multidões e com acesso controlado de maio a outubro a área protegida do Arquipélago das Berlengas, situada a 10 km de Peniche, tem uma única praia que faz as delícias dos veraneantes mais exigentes. Foi essa exclusividade e a transparência das águas que levou a Best European Destinations a considerá-la uma das mais bonitas de 2016.
Praia do Norte, Nazaré
Em 2011, ficou famosa internacionalmente por ter a maior onda do mundo, surfada por Garret McNamara. Com 30 metros, foi um record a ultrapassar apenas por surfistas destemidos.
Ericeira
www.worldsurfingreserves.org
O concelho tem várias praias com excelentes condições para surf, como as praias de Ribeira de Ilhas, dos Coxos ou a da Empa. Os seus 8 km de costa foram classificados como a 1ª Reserva de Surf da Europa e a 2ª do Mundo, segundo a organização mundial “Save the Waves Coalition”.
Praia do Amado + Praia da Arrifana, Aljezur
www.traveler.es
Considerada uma das melhores praias portuguesas para o surf, a Praia do Amado é procurada por praticantes de toda a Europa, sendo muitas vezes palco de provas de competições internacionais.
Praia de Salema, Vila do Bispo
www.theguardian.com
É uma das melhores praias da Europa para famílias, segundo o The Guardian. Esta pequena praia de pescadores, tem águas límpidas e tranquilas e um areal que permite uns bons passeios à beira mar.
Praia do Camilo + Praia do Benagil, Lagos
www.businessinsider.com
Duas praias a incluir na lista de sítios a visitar durante a vida. Aconchegadas entre falésias recortadas, são ex-libris do Algarve e valem certamente a descida até ao areal. De barco é possível visitar as grutas e pequenas praias secretas ao longo da costa.
Praia Dona Ana, Lagos
www.traveler.es | www.harpersbazaar.es | www.vuelaviajes.com | www.tripadvisor.com
A cor azul turquesa da água e os recantos naturais valeram-lhe a escolha da Condé Nast Traveler como uma das 50 mais bonitas do mundo, escolha reforçada pelos utilizadores do Tripadvisor em 2016. É uma das praias mais fotografadas do Algarve.
Praia da Marinha, Lagoa
www.tripadvisor.com
Recanto de natureza preservada, é uma praia muito cénica, enquadrada pela falésia esculpida pela erosão do vento e do mar. É considerada uma das cem melhores praias do mundo.
ALGARVE
www.worldtravelawards.com
Como se vê, algumas das praias premiadas ficam na região do Algarve, um facto reforçado pelo prémio que já ganhou nos World Travel Awards, como o Melhor Destino de Praia da Europa.
Mas, na verdade, as praias em Portugal são muitas e sempre adequadas ao nosso estado de espírito: umas vezes apetece uma praia mais selvagem e abrigada, com pouca gente; noutras vezes precisamos de mais animação e uma festa ao fim da tarde com os pés na areia é o ideal; ou então, gostamos de horizontes largos e areais para caminhadas revigorantes à beira-mar.
Esta lista serve apenas de inspiração. O melhor é ir passeando ao longo da costa e ir espreitando… as únicas paragens obrigatórias são para dar um mergulho refrescante e assistir ao pôr-do-sol no mar. A não perder!
Turismo Industrial em São João da Madeira
Em São João da Madeira, pode-se ver como são preservadas as indústrias tradicionais em Portugal.
As antigas indústrias da região, que ainda se mantêm e fazem parte da história local, são os pontos de interesse desta visita. Há circuitos predefinidos pelo património industrial mas, quem preferir, pode ir à sua própria descoberta.
A não perder, uma entrada no Museu da Chapelaria, único na Península Ibérica, onde são homenageados todos os que tornaram o fabrico de chapéus numa das atividades mais importantes da zona. A viagem pelos tempos em que era moda usar chapéu passa pela Fepsa: esta empresa dedicada ao fabrico de feltros para chapéus mantém ligações fortes a grandes marcas mundiais, ao teatro e ao cinema. É que daqui saíram inúmeros chapéus para muitos filmes de Hollywood.
A preparação da matéria-prima, a partir de pelo de coelho, lebre e castor, faz-se na Cortadoria Nacional de Pelo, onde dá para assistir a todo o processo. Já na Heliotextil está exposta a arte do fabrico de acessórios têxteis, como etiquetas, fitas e outros acabamentos, que fazem parte do dia-a-dia; tem um papel significativo como fornecedora na confeção de equipamentos para os maiores clubes de futebol. Não deixe de passar também pela Flexitex, onde se dedicam à produção de revestimentos em malha e tecido jacquard para colchoaria; é possível assistir a tudo, desde a preparação dos fios ao produto final. Cintos é na Belcinto, que desde os anos 60 chegam a todo o país, e agora até fabrica carteiras, malas e bolsas, entre outros artigos.
Também única é a Viarco, uma fábrica histórica de lápis que vale a pena conhecer; a funcionar desde 1907, esta empresa retém ainda o seu processo artesanal e desvenda todos os segredos ligados à produção de lápis de grafite e de cor. Já a Bulhosas, operacional desde 1935, dedica-se a produzir todo o tipo de etiquetas autoadesivas e peças plásticas, como cabides, grampos, porta-copos e muito mais. A CEI Solutions, criada em 1995, abre as portas à inovação, permitindo aos visitantes descobrir como a tecnologia de corte e robótica molda o futuro da indústria; e a Monte Campo, desde finais da década de 70, tornou-se uma líder de mercado em produtos de desporto e lazer ao ar livre, principalmente mochilas.
São João da Madeira sempre ocupou um lugar de destaque no mapa empresarial português, a exportar para todo o mundo, mas especialmente na área do calçado: podemos conhecer as ferramentas artesanais e as máquinas do passado no Centro de Formação Profissional da Indústria de Calçado, ou ver como funciona um laboratório de ensaios, no Centro Tecnológico do Calçado de Portugal.
Para a visita a São João da Madeira ser aproveitada da melhor forma, é sempre bom começar pelo Welcome Center na Torre Oliva; a antiga fábrica de máquinas de costura Oliva atualmente é um dos mais emblemáticos edifícios históricos da cidade e alberga um circuito temático acerca da indústria da metalurgia. Aí, é possível reservar a visita aos museus, ao próprio Centro de Arte Oliva, espaço dedicado à arte contemporânea e à arte bruta, e ter o apoio de um guia turístico para definir um circuito personalizado.

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